sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Quando eu morrer não quero que me ponham roupas, nem porcaria nenhuma, nem quero as séries  completas de Two and a Half a Men no meu caixão; Não quero que escrevam "Saudades Eternas" nem essas grandes bobagens na minha lápide, não quero que caiam aos prantos, sabe, queria mesmo era gargalhadas; No meu enterro tocará Móveis Coloniais de Acaju, e todos usarão guarda-chuvas rosa. É, eu quero estar despida, afinal, para quê colocar roupas ali se tudo se transformará em pó depois? só gastando grana, qual é. Ah mãe, mãe; embrulha e manda tudo pro Lobão.

(Ruth Oliveira)

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